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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A vida Submarina - São Miguel - Açores - Portugal

Águas transparentes e cálidas, Espectaculares falésias e crateras. As formas contorcidas, o colorido das rochas vulcânicas. As enormes grutas. Uma flora e uma fauna ricas e variadas, onde o mero se cruza com o golfinho, a tartaruga com a raia, enquanto passam intermináveis cardumes de peixes.

Atractivos para os apaixonados pelo mergulho, observação e fotografia submarinas, que encontram no litoral de São Miguel milhares de pequenos paraísos para, de dia ou de noite, apreciarem todos os encantos do fundo do mar. São áreas privilegiadas para a observação submarina a Galera, a costa na orla de Feteiras, os ilhéus de Vila Franca e dos Mosteiros. Junto ao porto de Ponta Delgada está afundado a profundidade que permite a sua visita, o navio "Dori".

Lagoas e Ribeiras, Trutas e Carpas - São Miguel - Açores - Portugal

Ribeiras que correm entre ravinas densamente arborizadas. Lagoas de águas transparentes onde se reflectem as margens verdejantes. A oportunidade de capturar combativas trutas e carpas, ruivos e achigãs. Aliciantes convites que São Miguel faz aos pescadores desportivos. Oferecendo-lhes, simultaneamente, um salutar contacto com uma Natureza exuberante e florida, horas de tranquilidade e de emoção. As ribeiras da Praia, Alegria, Bispos, Faial da Terra, Guilherme, Machado, Caldeirões, Coelhas, Salga, Carneiros, Limos e Grande oferecem a truta para desafiar a destreza dos pescadores. A Lagoa das Sete Cidades é rica em percas, lúcios e carpas. Na Lagoa do Fogo abundam a truta e a carpa, enquanto que as Lagoas Rasa e de São Brás têm a achigã. Na Lagoa das Furnas pesca-se truta, perca, sandre, carpa e ruivo.




terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ponta Delgada - História - Uma prespectiva histórica da cidade


Ponta Delgada foi elevada a cidade, no reinado de D. João III, conforme reza a carta régia de 2 de Abril de 1546, depois da primeira capital da ilha - Vila Franca do Campo - ter sido devastada pelo terrível terramato de 1522.




A historiografia celebra o século XIX como a época áurea da cidade de Ponta Delgada e da ilha de S.Miguel, pela prosperidade económica, graças à exportação de citrinos para o Reino Unido, e pelo cosmopolitismo, graças à fixação de numerosos comerciantes estrangeiros, nomeadamente de inúmeras famílias judaicas, a partir de 1818. A imitação do gosto inglês ficou, então, patente na plantação de jardins ao gosto romântico - como os de António Borges, José do Canto, Jácome Correia e Visconde Porto Formoso (actual Universidade dos Açores) -, na construção de belíssimos palacetes e no "embelezamento" progressivo da urbe, com a proibição da deambulação de animais nas ruas, a abertura de novas ruas, a localização do cemitério público no extremo Norte da cidade e a periferização dos mercados do peixe, do gado e das frutas.



Graças à importância da actividade mercantil, Ponta Delgada era, então, considerada a terceira cidade do país, em riqueza e em número de habitantes. Recorde-se, por exemplo, a surpresa do poeta Bulhão Pato, traduzida nas suas Cartas, com a extraordinária riqueza dos proprietários das quintas de laranja - os gentlemen farmers - senhores da terra e da especulação do solo urbano, exportadores de laranja e de milho, banqueiros e usurários, industriais e armadores - que faziam do investimento emblemático e simbólico do espaço, uma forma privilegiada de afirmação económica e de estratégia de reprodução social.



No início do século XX, Ponta Delgada ainda se encontrava em oitava posição no seio do universo urbano português. No decurso das últimas décadas, porém, o crescimento urbano em Portugal, por força da acelerada industrialização e da perda de importância da economia rural - à semelhança do se tinha verificado no mundo desenvolvido, desde os inícios de oitocentos -, veio contribuir para que não só crescesse o número de cidades, como aumentasse a população urbanizada a nível nacional, e, nesse sentido, Ponta Delgada, tomando por base o critério do número de habitantes, com os seus menos de cinquenta mil habitantes, foi "atirada" para o ranking das pequenas cidades portuguesas.

Ponta Delgada, contudo, nunca deixou de ser a primeira do arquipélago pela riqueza gerada, pelo número dos seus habitantes, pelo seu inestimável património, pela sua importância cultural e pelo seu cosmopolitismo.

Poça Dona Beija - Furnas - São Miguel


No concelho de Povoação, na maravilhosa Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores, situa-se a encantadora Poça Dona Beija, conhecida pelas suas indicações terapêuticas.



Esta é uma piscina termal, de águas férreas, com temperaturas que rondam os 30ºC, com lamas férreas indicadas para o fortalecimento cutâneo. Uma pequena gruta com 7 metros de comprimento e 3 de largura faz as delicias dos visitantes e banhistas.

Miradouro do Pico do Ferro - Furnas - Açores - Portugal




O miradouro do Pico do Ferro, sobranceiro à lagoa, donde se vislumbra toda a deslumbrante beleza do Vale das Furnas.


Ferraria - São Miguel - Açores- Portugal

Do ponto de vista da flora endémica e da geologia característica deste lugar, neste espaço salientam-se:Uma Pseudo-cratera, assim designada por não possuir uma conduta de alimentação profunda,que se formou na sequência de pequenas explosões de vapor, resultante do contacto da escoada lávica com a água do mar.



Os xenólitos, características dos depósitos vulcânicos que constituem a fajã lávica da ferraria, são constituídos neste caso, por rochas granulares, formadas em profundidade e trazidas à superfície em episódios vulcânicos subsequentes. O mar tem uma temperatura muito agradavel resultante do contacto da escoada lávica com a água do mar.
É um dos locais onde podemos ver o horizonte em formato redondo, pois é o ponto mais ocidental da Ilha de São Miguel.

Lenda do Reino de Atlântida - Açores

Nas grandes civilizações da antiguidade dizia-se que para além das Colunas de Hércules, hoje Estreito de Gibraltar e onde agora se estende o Atlântico, dominava o poderoso império dos Atlantas.
Esse império era constituído por uma federação de dez reinos, sob a protecção de Poséidon, pelo que os Atlantas eram exemplares no seu comportamento, não se deixando corromper pelo vício e pelo luxo.
Toda a Atlântida era sonho e delícia. A terra produzia madeiras preciosas; havia minas de metais nobres; o clima excepcional favorecia uma agricultura florescente; as casas e palácios evidenciavam conforte e riqueza; havia estradas e pontes óptimas; e o desafogo económico proporcionava o aparecimento de sábios e artistas.
Todos se compraziam apenas em gozar e explorar as riquezas do seu reino, mas não deixavam de se ensaiar na arte da guerra.Assim não foi difícil aos Atlantas defenderem o seu território dos ataques daqueles que, levados pela inveja, ansiavam conquistar a tão prodigiosa Atlântida. De tal modo se portaram na defesa da terra que o orgulho desabrochou e deu-se pela primeira vez a ambição de alargar os domínios do reino.
O poderoso exército atlanta alastrou por todo o mundo conhecido de então e dominou os povos. Inibriados pelo tempo, deixaram-se dominar pelo orgulho e pela vaidade, caíndo no luxo e na corrupção, desrespeitando os deuses.
Zeus convocou um consílio para que se aplicasse um castigo aos Atlantas, agora tão depravados. Em consequência , a terra tremeu violentamente, o céu escureceu como se fosse noite, o fogo lambeu as florestas, o mar galgou a terra e engoliu aldeias e cidades.
A Atlântida e toda a sua prosperidade desapareceram para sempre na imensidão do mar, mas nove dos montes mais altos dessa linda terra ficaram a descoberto. Muitos anos mais tarde essas pequenas ilhas, restos do grande continente, foram povoadas e são hoje as 9 ilhas dos Açores que, pelo seu clima bonançoso e bom, pela beleza da sua paisagem, lembram apróspera Atlântida.

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