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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Santo Cristo - A primeira Procissão - Açores - Portugal

No ano de 1700, a Ilha de S. Miguel foi abalada por fortes e repetidos tremores de terra. Duravam estes já vários dias quando a Mesa da Misericórdia e grande parte da nobreza da cidade, vendo que os terramotos não cessavam, resolveram ir à portaria do Mosteiro da Esperança para levarem em procissão a Imagem do Santo Cristo.

Ao princípio da tarde desse dia 13 de Abril de 1700, juntaram-se as confrarias e comunidades religiosas. Concorreu igualmente toda a nobreza e inumerável multidão que, com viva fé, confiava se aplacaria a indignação divina com vista da santa Imagem.
Caminhava já a procissão em que todos iam descalços; e logo que a veneranda Imagem se deixou ver na portaria, foi tão grande a comoção em todos que a traduziram em lágrimas e suspiros, testemunhos irrefragáveis da contrição dos corações.

Levaram o andor do Santo Cristo as pessoas mais qualificadas em nobreza. Andando a procissão, ia a veneranda Imagem entrando em todas as igrejas onde, em bem concertados coros, Lhe cantavam os salmos "Miserere mei Deus".

Saindo da Igreja dos Jesuítas, e caminhando para a das Religiosas de Santo André, não obstante toda a boa segurança e a cautela com que levavam a santa Imagem, com assombro e admiração de todos, caiu esta fora do andor e deu em terra. Foi esta queda misteriosa, porque não caiu a Imagem por algum dos lados do andor, como era natural, senão pela parte superior do docel.
O povo ficou aflito com sucesso tão estranho. Uns feriam os peitos com as pedras; outros, pondo a boca em terra, que julgavam santificada com o contacto da santa Imagem, pediam a Deus misericórdia; estes, tomando os instrumentos de penitência, davam sobre si rijos e desapiedados golpes, regando a terra com o sangue das veias; aqueles publicavam em alta voz as suas culpas, como causas da indignação do Senhor; e todos, com clamores e enternecidos suspiros, pediam a Deus que suspendesse as demonstrações da sua justa vingança.

Verificaram, então, que a santa Imagem não experimentara com a queda dano considerável, pois somente se observou no braço direito uma contusão. A Imagem foi lavada e limpa no Convento de Santo André e, colocada outra vez no andor com a maior segurança, continuou a procissão, na qual as lágrimas e soluços do povo aflito embargavam as preces, até que, bem de noite, se recolheu no Mosteiro da Esperança. E a cólera divina se aplacou.

Santo Cristo - Origem da Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres - Açores - Portugal

No Convento da Caloura, em Água de Pau, começa a história do culto do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em S. Miguel. Reza a tradição que foi neste lugar que se erigiu o primeiro Convento de Religiosas nesta Ilha, convento cuja fundação se deveu, principalmente, à piedade das filhas de Jorge da Mota, de Vila Franca do Campo.
Mas para que tal comunidade fosse estabelecida como devia, foi necessário que alguém fosse a Roma impetrar a respectiva Bula Apostólica. Largaram, por isso, de S. Miguel a caminho da Cidade Eterna, duas religiosas. Aí solicitaram ao Papa o desejado documento. Tão bem se desempenharam dessa missão que o Sumo Pontífice não só lhes passou a ambicionada Bula como ainda lhes ofereceu uma Imagem do Ecce Homo. De regresso a Vale de Cabaços, a singular imagem foi posta num nicho onde se conservou por poucos anos.

Porque o lugar era ermo e muito exposto às incursões dos piratas, o pequeno Mosteiro ficou, certo dia, deserto, pois parte das religiosas seguiu para Santo André, de Vila Franca do Campo, e a outra parte se encaminhou para Ponta Delgada, para o Mosteiro da Esperança, acabado de fundar pela viúva do Capitão Donatário, Rui Gonçalves da Câmara.
Mas a Imagem do Senhor Santo Cristo não ficou esquecida em Vale de Cabaços, porque a religiosa galega Madre Inês de Santa Iria a quis trazer para Ponta Delgada.



O Mar e a Pesca - Açores - São Miguel - Portugal


A costa recortada da ilha, a riqueza e variedade de peixe tornam São Miguel um paraíso para o pescador de rocha. As principais espécies capturadas são, pargo, bicuda, peixe-agulha, anchova, congro, tambor, goraz, cavala, enxaréu e moreia. Muitos pesqueiros estão sinalizados, sendo os mais interessantes localizados em Ponta Delgada, Ponta das Feteiras, Ferraria, Mosteiros, Ponta da Bretanha, Porto das Capelas, Poços de São Vicente, Rabo de Peixe, Ponta e Porto da Ribeira do Nordeste, Água Retorta, Faial da Terra.A existência de profundidades de 300 a 800 m a pequena distância da costa (2 a 3 km) permite, com a utilização de uma embarcação, a pesca de bicudas, anchovas, lírios, dourados, bonitos, atum-voador, atum-aibacora, patudo e rabilho.
Mas são os grandes e combativos espadartes, pecos, bonitos, várias espécies de atum e tubarão, etc., que fornecem oportunidades de emocionantes lutas aos apreciadores de pesca desportiva, Algumas capturas atingiram já pesos "record". Ponta Delgada dispõe de barcos especialmente equipados para esta pesca que cruzam até aos ilhéus das Formigas.


A vida Submarina - São Miguel - Açores - Portugal

Águas transparentes e cálidas, Espectaculares falésias e crateras. As formas contorcidas, o colorido das rochas vulcânicas. As enormes grutas. Uma flora e uma fauna ricas e variadas, onde o mero se cruza com o golfinho, a tartaruga com a raia, enquanto passam intermináveis cardumes de peixes.

Atractivos para os apaixonados pelo mergulho, observação e fotografia submarinas, que encontram no litoral de São Miguel milhares de pequenos paraísos para, de dia ou de noite, apreciarem todos os encantos do fundo do mar. São áreas privilegiadas para a observação submarina a Galera, a costa na orla de Feteiras, os ilhéus de Vila Franca e dos Mosteiros. Junto ao porto de Ponta Delgada está afundado a profundidade que permite a sua visita, o navio "Dori".

Lagoas e Ribeiras, Trutas e Carpas - São Miguel - Açores - Portugal

Ribeiras que correm entre ravinas densamente arborizadas. Lagoas de águas transparentes onde se reflectem as margens verdejantes. A oportunidade de capturar combativas trutas e carpas, ruivos e achigãs. Aliciantes convites que São Miguel faz aos pescadores desportivos. Oferecendo-lhes, simultaneamente, um salutar contacto com uma Natureza exuberante e florida, horas de tranquilidade e de emoção. As ribeiras da Praia, Alegria, Bispos, Faial da Terra, Guilherme, Machado, Caldeirões, Coelhas, Salga, Carneiros, Limos e Grande oferecem a truta para desafiar a destreza dos pescadores. A Lagoa das Sete Cidades é rica em percas, lúcios e carpas. Na Lagoa do Fogo abundam a truta e a carpa, enquanto que as Lagoas Rasa e de São Brás têm a achigã. Na Lagoa das Furnas pesca-se truta, perca, sandre, carpa e ruivo.




terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ponta Delgada - História - Uma prespectiva histórica da cidade


Ponta Delgada foi elevada a cidade, no reinado de D. João III, conforme reza a carta régia de 2 de Abril de 1546, depois da primeira capital da ilha - Vila Franca do Campo - ter sido devastada pelo terrível terramato de 1522.




A historiografia celebra o século XIX como a época áurea da cidade de Ponta Delgada e da ilha de S.Miguel, pela prosperidade económica, graças à exportação de citrinos para o Reino Unido, e pelo cosmopolitismo, graças à fixação de numerosos comerciantes estrangeiros, nomeadamente de inúmeras famílias judaicas, a partir de 1818. A imitação do gosto inglês ficou, então, patente na plantação de jardins ao gosto romântico - como os de António Borges, José do Canto, Jácome Correia e Visconde Porto Formoso (actual Universidade dos Açores) -, na construção de belíssimos palacetes e no "embelezamento" progressivo da urbe, com a proibição da deambulação de animais nas ruas, a abertura de novas ruas, a localização do cemitério público no extremo Norte da cidade e a periferização dos mercados do peixe, do gado e das frutas.



Graças à importância da actividade mercantil, Ponta Delgada era, então, considerada a terceira cidade do país, em riqueza e em número de habitantes. Recorde-se, por exemplo, a surpresa do poeta Bulhão Pato, traduzida nas suas Cartas, com a extraordinária riqueza dos proprietários das quintas de laranja - os gentlemen farmers - senhores da terra e da especulação do solo urbano, exportadores de laranja e de milho, banqueiros e usurários, industriais e armadores - que faziam do investimento emblemático e simbólico do espaço, uma forma privilegiada de afirmação económica e de estratégia de reprodução social.



No início do século XX, Ponta Delgada ainda se encontrava em oitava posição no seio do universo urbano português. No decurso das últimas décadas, porém, o crescimento urbano em Portugal, por força da acelerada industrialização e da perda de importância da economia rural - à semelhança do se tinha verificado no mundo desenvolvido, desde os inícios de oitocentos -, veio contribuir para que não só crescesse o número de cidades, como aumentasse a população urbanizada a nível nacional, e, nesse sentido, Ponta Delgada, tomando por base o critério do número de habitantes, com os seus menos de cinquenta mil habitantes, foi "atirada" para o ranking das pequenas cidades portuguesas.

Ponta Delgada, contudo, nunca deixou de ser a primeira do arquipélago pela riqueza gerada, pelo número dos seus habitantes, pelo seu inestimável património, pela sua importância cultural e pelo seu cosmopolitismo.

Poça Dona Beija - Furnas - São Miguel


No concelho de Povoação, na maravilhosa Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores, situa-se a encantadora Poça Dona Beija, conhecida pelas suas indicações terapêuticas.



Esta é uma piscina termal, de águas férreas, com temperaturas que rondam os 30ºC, com lamas férreas indicadas para o fortalecimento cutâneo. Uma pequena gruta com 7 metros de comprimento e 3 de largura faz as delicias dos visitantes e banhistas.

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