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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Lagoa das Sete Cidades - Acores - Sao Miguel - Portugal

A lagoa das Sete Cidades é o maior lago de água doce dos Açores, ocupando uma área de 4,35 km quadrados na parte oeste da ilha de São Miguel. A lagoa das Sete Cidades é um duplo lago composto pelas lagoas Verde e Azul, ligadas por canal pouco profundo atravessado por uma ponte baixa sobre a qual passa a estrada de acesso à freguesia das Sete Cidades. O cumprimento máxima do lago, no sentido norte-sul, é de 4,2 km, por uma largura de 2,0 km. A profundidade máxima é de 33 m. Existem muitas lendas sobre estas duas lagoas, incluindo a da princesa e do pastor.Este estrato-vulcânico, de uma superfície de 110 km2 , constitui a parte oeste da ilha de São Miguel nos Açores.


O vulcão Sete Cidades tem feito as as capas de revistas e reportagens sobre os Açores e a Ilha de São Miguel e os seus vulcões: Furnas, Lagoa do Fogo. O Vulcão Sete Cidades tem a particularidade de apresentar uma das mais belas caldeiras dos Açores e mesmo do mundo. Este local na Primavera é de uma beleza sem igual, com hortências e Fuschias e a vegetação em geral despontando. A cratera circular com 5km de diâmetro(18 km2), profunda com paredes de 400 m. Esta cratera pela sua forma é uma forma designada pelo termo caldeira. Esta caldeira apresenta alguns edificios vulcânicos e dois lagos que estão a uma altura de 251 metros:Lagoa Azul (ao norte) e a Lagoa Verde(ao sul). O ponto culminante é o Pico da Cruz com 845m.A lava mais antiga conhecida é um Traquito(Traquito é uma rocha eruptiva comum entre a produção lávica de erupções vulcânicas pós-caldeira) , com uma idade de 210 000 anos.
Esta lava diz-se diferenciada por ser mais rica em silicio que o basalto o que pressopõe que o vulcão já tinha uma câmara de magma. A idade das Sete Cidades é talvez muito importante. segundo as datações rádicronológicas, a caldeira formou-se , á 22 000 anos, a seguir á emissão de pedras-pomes de natureza igualmente traquiticas. A erupção foi acompanhada de uma coluna de cinza com muitos Km de altura e de nuvens ardentes. Esta erupção relativamente recente permite compreender os vulcões mais antigos que apresentam igualmente uma caldeira, mas mais dificeis de entender. Deram-se uma série de erupções no exterior e interior. A primeira erupção pós-caldeira deu-se á 17 160 anos, com um grupo de explosões traquiticas sobre o flanco externo oeste.



Após uma fase de reposo, de cerca de 10 000 anos estes aparelhos vulcânicos entraram em actividade no fundo da caldeira.. Pode-se distinguir a partir de norte para sul e no sentido contrário dos ponteiros do relógio: Seara(5 000 B.P.), Caldeira do Alferes(4 000 B.P.) Caldeira Seca(em 1 444 B.P.)(estes dois compostos de Traquiticos apresentam uma ligeiramente picos com uma cavidade sugerindo um lago). Segundo outra fonte o cone de escórias de Cerrado das Freiras situado a este do Lago Azul ter-se-á formado em 1444.A actividade extra-caldeira das Sete Cidades manifestou-se com pequenas emissões de lava, as mais recentes encontram-se a oeste da Ilha de São Miguel: Ponta da Ferraria(840 B.P) e no Pico das Camarinhas (1713)


Erupções Históricas
A data de 1444 é relatada , a fonte foi tirada do estudo de Georges Zbyszewski , Os Fenómenos Vulcânicos Modernos no Arquipélago dos Açores , Comunicações dos serviços Geológicos de Portugal, Tomo XLVII, 1963. Este autor faz menção ao Arquivo dos Açores , Vol 1,1(1878). A localização é imprecida e a segunda viagem dos navegadores portugueses após a descoberta dos Açores em 1427 observou ( qua a alta montanha que eles tinham visto a partir da costa dos Mosteiros estava (quente). A superficie do mar estava coberta de pedra-pomes e troncos de árvore.
Segundo outras fontes(Forjaz,1997) após um estudo histórico das erupções, estas podem-se ter dado em 1439 e 1460, mas não existe nenhuma referência á erupção de 1444. No final de 1713, a erupção do pico de Camarinhas que formou a ponta de Ferraria. Á pouco tempo a zona vulcânica das Sete Cidades apresentou uma crise sísmica em Junho de 1998 que culminou na noite de 2 para 3 de Agosto com 120 sismos registados em três horas.



Erupções Submarinas ao largo das Sete Cidades
As erupções submarinas deram-se : 1638, 1682, 1811, 1981. Na erupção de 14 a 22 de Junho de 1811 uma ilha apareceu a 2 Km da costa . Esta nova ilha tinha 2Km de comprimento e 90 metros de altura. O Capitão Tilliard, de uma fragata inglesa, a Sabrina, desembarcou nela em 4 de Julho e aí plantou o pavilhão britânico. Mas o oceano foi mais forte e após alguns meses a ilha desapareceu. Esta história foi descrita por Alexandre Dumas que dizia que a ilha Julia(entre ilha de Pantelleria e a Sícilia) e a exploração por Constant Prévost desta mesma ilha em 27, 28, e 29 de Setembro de 1831.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ilhéu da Vila Franca do Campo - Açores - Portugal

O Ilhéu de Vila Franca do Campo está localizado na costa sul de São Miguel, a cerca de 1 Km da costa da vila que lhe deu o nome. A sua actual morfologia é o resultado da acção da erosão marinha sobre um cone vulcânico com uma composição geológica baseada em tufo.
Presentemente, os bordos da cratera compõem dois ilhéus, o ilhéu Pequenino situado na costa nordeste e o Ilhéu Grande que constitui a maior estrutura emergente. A cratera por eles definida, forma uma baía quase circular com cerca de 150 metros de diâmetro que comunica com o mar através de um pequeno canal orientado a norte, entre o ilhéu Grande e o ilhéu Pequenino. Blocos de rocha basáltica dominam as zonas mais influenciadas pela acção da ondulação, tais como o canal de entrada e as várias fissuras através das quais a água sai da cratera (localmente conhecidas por golas).
Tendo sido descoberto em 1537, a história do Ilhéu de Vila Franca do Campo atravessa numerosos proprietários e funções tão diferentes como de forte militar, porto de abrigo, vigia da baleia e zona de cultura de vinha. Em 1983, face a um uso indiscriminado, surgiu a necessidade de proteger o interesse natural e paisagístico do ilhéu, tendo sido publicado o Decreto Regulamentar Regional n.º 3/83/A, que classificou o Ilhéu de Vila Franca do Campo como Reserva Natural.
A Reserva Natural compreende uma área terrestre de 5 ha, que inclui todo o ilhéu, e a área marítima adjacente até uma profundidade de 30 metros.
Embora marcada por uma forte intervenção humana, as comunidades terrestres incluem ainda matos macaronésios naturais de faia e urze, sobretudo na face norte do ilhéu Pequenino, onde subsistem espécies como o bracel Festuca Petraea, o Juncus Acutus,a urze Erica Scoparia Azorica e a faia-da-terra Myrica Faya. O Ilhéu Grandeencontra-se fortemente dominado pela presença de flora introduzida, sendo a cana Arundo Donax e a árvore de folhagem permanente Metrosideros Tomentosa as mais abudantes.



Relativamente à diversidade de aves da comunidade de aves marinhas que ocorre e nidifica no ilhéu existem referências bem documentadas, tendo a área sido recentemente inclúida na lista de Important Bird Areas dos Açores, publicada este ano pela Birdlife International. No ilhéu e na costa envolvente nidificam uma colónia de cerca de 300 casais de cagarros Calonectris Diomedea e uma colónia de garajáus-comuns Sterna Hirundo de cerca de 10 casais. Existem ainda dados de ocorrência de freira-do-bugio Pterodroma Feae e de Oceanodroma Castro na mesma costa.
A composição e distribuição das comunidades litorais evidenciam diferenças que resultam da localização (mais ou menos exposta) e o tipo de seustrato (sedimentar ou rochoso), traduzindo-se numa das grandes riquezas desta área protegida. Numerosas espécies de algas e invertebrados caracterizam a zona-entre-marés. Entre as mais conhecidas e facilmente identificáveis encontra-se a Ligia Italica (pequeno crustáceo isópode), Melarhaphe Neritoides (gastrópode), Fucus Spiralis (alga castanha localmente conhecida por fava-do-mar), Patella Candei (lapa mansa), Carollina Officinalis (alga vermelha de fonte calcária), Paracentrotus Lividus (ouriço) e Ophidiaster Ophidianus (estrela-do-mar). A nível submarino, as golas encontram-se entre os habitates mais típicos desta área protegida e de maior interesse, sobretudo pela fauna ciáfila que abrigam.

Nos Açores, as paredes destes corredores são normalmente recobertas por organismos como esponjas, briozários encrostrantes, madreporários (como Caryophillia Smithii) e minúsculos hidrários. Sobre o fundo e sobre as irregularidades do substrato, encontramos vulgarmente pequenos camarões de tons avermelhados (Plesionika Narval) e crustáceos de maiores dimensões como caranguejos-ermitas (Dardanus Callidus) e os sempre surpreendentes cavacos (Scyllarides Latus). Ao nível dos peixes, congros (Conger Conger), abróteas (Phycis Phycis) e foliões (Apogon Imberbis), são as espécies mais frequentes.



O fundo da baía interior do ilhéu é composto por rocha nua parcialmente coberta de areia, sendo as zonas sul e sudeste as mais profundas. Para além da comunicação que a baía estabelece com o mar através do canal estreito acima referido, as golas são importantes para a comunidade da baía, na medida em que providenciam trocas adicionais de água e areia entre a baía e o mar aberto. A configuração do banco de areia em forma de crescente, sofre certamente influência de factores sazonais, mas parece resultar da força relativa da água que atravessa as fissuras e da direcção predominante dos ventos.

Sobre o quadrante noroeste da baía desenvolve-se um interessantíssimo povoamento formado por algas calcárias de crescimento livre (maerl). Crescendo a partir dos núcleos centrais, estas algas vão desenvolvendo prolongamentos em várias direcções. À medida que as suas dimensões vão aumentando, as ondas passam a movimentar e a rolar as algas mais frequentemente, levando a um arredondamento do contorno exterior formado pelos vários prolongamentos. No auge do seu desenvolvimento, estes nódulos adquirem uma forma esférica e atingem o tamanho de bolas de golfe. O Ilhéu de Vila Franca do Campo é o único local dos Açores onde se registou a ocorrência deste tipo de povoamento.
Apesar de não ser habitado, o Ilhéu de Vila Franca do Campo sofre uma intensa pressão turística durante a época balnear. No Verão, existe mesmo um barco que estabelece uma carreira regular que chega a transportar para o ilhéu cerca de 600 pessoas por dia - um número claramente excessivo, se tivermos em conta a sua dimensão e os objectivos de conservação da natureza que lhe estão atribuídos.

O Decreto Regulamentar Regional n.º 3/83/A de 3 de Março que classifica o ilhéu como área protegida prevê algumas medidas regulamentares no domínio da exploração dos recursos marinhos. Desta forma, não são permitidas na zona marítima a pesca e a apanha de moluscos, crustáceos e outros invertebrados, bem como a colheita de plantas aquáticas.
No entanto, face à elevada pressão turística que se faz sentir na ilha de São Miguel, o uso e acesso ao ilhéu deverão ser avaliados em função da protecção das espécies e habitates naturais que se pretende para aquela área. Neste sentido, e uma vez que a pressão se verifica especialmente durante a época balnear, a gestão dos recursos costeiros e marinhos do ilhéu de Vila Franca do Campo irá exigir a combinação de uma série de medidas que vão desde acções dirigidas a áreas ou usos particulares até regulamentos gerais que se aplicam à totalidade da área.

Vila Franca do Campo - História - Açores - Portugal

Vila Franca do campo foi durante o primeiro século de povoamento a mais importante povoação da ilha de São Miguel, nela se fixando o capitão do donatário e as principais instituições da ilha (alfândega, ouvidoria), pelo que merece o epíteto de primeira capital micaelense.



Vila Franca do CampoAquela situação terminou quando na noite de 21 para 22 de Outubro de 1522, um violento sismo provocou um grande escorregamento de terras nas encostas sobranceiras à vila, causando um lahar que soterrou a maior parte do povoado. O efeito combinado do sismo e do soterramento provocou a morte a alguns milhares de pessoas. O sismo, hoje conhecido por subversão de Vila Franca, causou ainda mortes em muitas outras povoações de São Miguel e também grandes escorregamentos de terras na Maia e região circunvizinha e em Ponta Garça. A tragédia de Vila Franca inspirou muitos escritos e pelo menos um romance de raiz oral intitulado Romance que se fez d'algumas mágoas, e perdas que causou o tremor de Vila Franca do Campo, editado por Teófilo Braga.

Apesar da destruição, Vila Franca manteve até ao século XVIII, quando a Ribeira Grande a suplantou em importância, o papel de segunda povoação da ilha (depois de Ponta Delgada, nela se desenrolando alguns dos mais importantes eventos das lutas contra entre os partidários de D. António, Prior do Crato e de Castela, que culminaram na batalha naval de Vila Franca, travada ao longo do litoral sul da ilha de São Miguel a 26 de Julho de 1582. Após a batalha, o marquês de Santa Cruz de Mudela, D. Álvaro de Bazán, desembarcou na vila, nela estabelecendo o seu quartel general e ali fazendo supliciar cerca de 800 prisioneiros franceses e portugueses, no maior massacre jamais ocorrido nos Açores.Em Julho de 1562 nasceu nesta povoação Bento de Goes (ou Bento de Góis) que empreendeu na Ásia Central, entre 1602 e 1606, a maior viagem de exploração terrestre portuguesa e uma das maiores de sempre da história da humanidade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Santa Cruz - São Miguel - Açores - Portugal

A freguesia de Santa Cruz situa-se na costa sul da ilha de São Miguel. Confronta com as freguesias do Rosário, Cabouco e Água de Pau. Constitui, com o Rosário, a Vila da Lagoa. Apresenta uma área de 14,26 Km2, integrando o lugar dos Remédios.
A sua população é constituída por 3501 habitantes, de acordo com os censos de 2001.
Foi na zona da actual igreja de Santa Cruz que os fundadores da Vila da Lagoa se fixaram, junto a uma lagoa então aí existente e que viria a dar nome ao povoado.


Celebra a sua festa religiosa no primeiro domingo de Agosto, em honra ao Santíssimo.
Anualmente, a 13 de Junho, realizam-se as tradicionais festas de Santo António, promovidas pela Junta de Freguesia. A maior atracção destas festas são as marchas, que contam com a participação da juventude da freguesia e das escolas do Concelho. Esta, sendo uma das maiores festas populares, atrai todos os anos diversos forasteiros.
É nesta freguesia que se situa o Edifício dos Paços do Concelho, mais concretamente no Largo D. João III.

Nossa Senhora do Rosário - São Miguel - Açores

A freguesia do Rosário situa-se na costa sul de São Miguel. Confronta com os concelhos de Ponta Delgada e Ribeira Grande e com as freguesias de Cabouco e Santa Cruz. Apresenta uma área de 5,92 Km2, integrando o lugar da Atalhada. De acordo com os censos de 2001, a sua população é constituída por 5401 habitantes.


Esta freguesia constitui, junto com Santa Cruz, a Vila da Lagoa.

No primeiro domingo de Julho, nesta freguesia, celebra-se o dia do Sagrado Coração de Jesus. O dia de Nossa Senhora do Rosário é festejado no segundo domingo de Outubro. Salienta-se ainda a Festa da Juventude, no Porto dos Carneiros, no terceiro fim-de-semana de Julho. Trata-se de uma festa dedicada à juventude, onde não faltam as barraquinhas de comes e bebes e muita música.

No lugar da Atalhada, a festa religiosa é celebrada no primeiro domingo de Setembro – Nossa Senhora das Necessidades.

Ribeira Chã - História - São Miguel - Portugal

A freguesia de Ribeira Chã fica situada na costa sul da ilha de São Miguel, a cerca de 10 km da Vila da Lagoa. Confronta com o mar e com as freguesias de Água de Pau e Água D’Alto (Concelho de Vila Franca do Campo). Apresenta uma área de 2,52 Km2 e a sua população é composta por 366 habitantes, de acordo com os resultados dos censos de 2001. O seu nome advém da ribeira que corre nas suas proximidades e que desagua no mar, por uma grota coberta de lajes rasas.
Inicialmente, a Ribeira Chã pertencia à Vila de Água de Pau. No entanto, foi elevada a freguesia a 18 de Maio de 1966. Nesta freguesia, podem-se visitar diferentes museus, onde é evidenciada a religiosidade e as vivências rurais do seu povo. A sua igreja, construída pelo povo e com o auxílio dos Viscondes da Praia, foi inaugurada em 1967.No primeiro domingo de Agosto, a população desta freguesia festeja a sua festa religiosa – Santíssimo Sacramento.

Água de Pau - História - São Miguel - Açores - Portugal


Água de Pau é uma freguesia do concelho da Lagoa, com 17,43 km² de área e cerca de 4000 habitantes. Densidade: 179,1 hab./km².
No contexto do povoamento dos Açores é muito antiga esta freguesia, sendo elevada a esta categoria em 28 de Julho de 1500. Foi destruída a sua igreja pelo terramoto de 1522, iniciando-se a reconstrução em 10 de Novembro de 1525. A primitiva igreja foi condecorada por D. Manuel I, em 1521, com o hábito de Cristo. Água de Pau, freguesia do Concelho da Lagoa com 4000 habitantes, fica situada na costa Sul da Ilha de São Miguel, a cerca de 17 km de Ponta Delgada e a 7 km da sede do concelho.

A fixação dos primeiros habitantes em Água de Pau terá ocorrido devido à existência de nascentes de água potável, por ser atravessada por uma ribeira que serviu a localidade como fonte de energia e, por último, devido ao facto de as suas terras serem férteis e abrigadas. No século XVI, a principal cultura terá sido a do pastel, enquanto que na zona do Paul existiam "pomares de muita fruta" e na Caloura predominavam a vinha e as figueiras.
Hoje, grande parte da sua população dedica-se à agropecuária e à agricultura, sendo também de registar o número daqueles que têm a sua ocupação na construção civil, nos serviços e no comércio. O artesanato tem forte implantação na localidade, sendo de realçar os trabalhos em vime e de tecelagem.

A 28 de Julho de 1515, por carta régia de D. Manuel I, Água de Pau foi elevada a Vila. Trezentos e trinta e oito anos depois "devido à falta de recursos e de elementos indispensáveis para poder continuar a ter uma administração regular", o concelho de Água de Pau foi extinto por força do decreto de 19 de Outubro de 1853.

Do ponto de vista cultural destaca-se a criação, em 1859, da primeira banda de música da localidade "A União". A "Fraternidade Rural", banda ainda hoje existente, foi criada em 1867 com a designação de "Estímulo Artístico". Hoje, é grande o dinamismo da comunidade pauense na área da cultura, com a actividade das seguintes entidades: o Grupo Jovem Pauense, a Associação Musical "Os Amigos da Paz", o Grupo Musical "Lua Nova", o Grupo "Amantes da Musica", o Grupo de Escoteiros nº 97 da Vila de Água de Pau e ainda o Grupo "Luar de Agosto".

A Vila de Água de Pau,integrava o povoado de Ribeira Chã. O concelho foi extinto em 1853 e o seu território incorporado no concelho da Lagoa. Pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2003/A, de 24 de Junho, a freguesia de Água de Pau reforçou a categoria de “vila”, que jamais perdeu, tendo perdido o estatuto de concelho mas nunca lhe fora retirado o título de vila.
Além da igreja matriz, teve ainda as Igrejas de Nossa Senhora da Ajuda, Nossa Senhora de Monserrate, São Pedro, Nossa Senhora do Rosário, São Sebastião, Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora da Conceição, a maioria já desaparecidas.

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