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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

História da Lagoa - São Miguel - Açores - Portugal

A Lagoa começou a ser povoada pouco depois da descoberta da Ilha de S. Miguel. Os seus primeiros habitantes estabeleceram-se nos locais, onde mais tarde surgiram, as vilas de Lagoa e Água de Pau.

A Lagoa foi o local escolhido pela sua abrigada enseada, tornando-se desde cedo local de embarque e desembarque. Foi a partir do Porto dos Carneiros que foi lançado gado, incluindo carneiros, e outros animais na Ilha.


“A villa d’ALagoa, chamada assim por uma que teve defronte da porta da Egreja principal acima d’um recife e porto que tem onde podiam entrar bateis, na qual antigamente se tomou já muito pescado, por entrar ás vezes o mar nela, e bebia o gado e nadavam por passatempo algumas pessoas (…).”
Gaspar Fructuoso


O próprio nome de Lagoa é elucidativo de como os primeiros povoadores escolhiam lugares propícios à sua fixação. Nela encontraram água e um porto de abrigo.
Foi na zona da actual Igreja de Santa Cruz que os fundadores da Vila da Lagoa se fixaram (junto a uma lagoa ali existente, razão do nome atribuído ao povoado).
Ao longo do séc. XV, a população da ilha não cessa de aumentar e na Lagoa o seu povoado foi-se desenvolvendo para oeste, em direcção a uma baía que acolheu os primeiros barcos de pesca: o Porto dos Carneiros.




A leste da Vila de Lagoa foram-se fixando algumas famílias atraídas por prometedoras terras de cultivo e um excelente curso de água – Água de Pau.
A 11 de Abril de 1522 a Lagoa é elevada a Vila e sede de Concelho, altura em que já contava com 1600 habitantes e 300 habitações.


Em 1522 quando a Lagoa foi elevada a Vila era considerada uma das melhores regiões agrícolas da ilha, predominando as culturas de trigo, do pastel e do vinho. O seu porto desempenhava um papel importante na actividade económica (exportação de trigo e venda de peixe).
Entretanto, a introdução da cultura de laranja e a subsequente exportação para a Europa fez prosperar a Vila de Lagoa e Água de Pau. A construção de moradias intensifica-se assim como solares e capelas.


A prosperidade acentuou-se no séc. XIX quando a Vila de Lagoa viu surgir fábricas de cerâmica e destilação de álcool.
No séc. XX, surgiram novas fábricas, designadamente de óleo vegetal, sabão e de ração para animais.


A exploração agro-pecuária e a pesca também ganharam expressão no Concelho.
No final do séc. XX e na actualidade o sector terciário assume-se como o principal empregador do Concelho (58,2% da população activa) e o número de empresas deste sector sedeadas na Lagoa, cresceu na ordem dos 17,2%, de 2001 para 2004.
Na actualidade, pode-se afirmar que a Lagoa começa a despontar para o desenvolvimento turístico e as empresas de serviços começam a crescer em número e em importância na economia do Concelho.

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